Cenário da corrida presidencial de 2018 é estatística de interrogações

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26/junho/2017 - 3:25 pm

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Edson Nascimento, 48, é jornalista. Nasceu em Belém do Pará, mas mudou-se para São Paulo quase trinta anos atrás. Entre 2000 e 2015 dirigiu o Projeto Pão Nosso, Ong que atendeu mais de duas mil crianças e jovens, oferecendo educação, profissionalização e renda. Em algum momento da vida colocou na cabeça que ia transformar o mundo.

O Instituto Datafolha apresentou mais uma pesquisa sobre a corrida presidencial do ano que vem no Brasil. Para variar, Lula permanece na ponta em todos os cenários projetados pelo Instituto. O que não é nenhuma novidade.
Nos passeios pelas redes sociais e sites de notícias, assim como aqueles devotados a uma ou outra bandeira da paleta partidária (perdão pelo eufemismo), já vi manchetes enaltecendo a vitória do petista, outras derramando saliva por Bolsonaro, e até uma dizendo que Marina Silva é a única capaz de bater Lula no segundo turno, isso porque num suposto cenário a acreana aparece empatada com o ex-presidente. Moro, Joaquim Barbosa e Doria também aparecem com destaque.
Antes de demonstrar uma tendência do eleitorado, a pesquisa vem expor o quadro degenerado de nossa política, assoreada por escândalos cada vez maiores, revelando as entranhas putrefeitas das instituições públicas, contaminadas pelo vírus insidioso do capital sofisticado das contas secretas em paraísos fiscais, ou o prosaico das notas usadas de cinquenta reais em malas e mochilas.
A única certeza que a pesquisa aponta é que não há certezas. Os cenários são tantos, que é improvável que algum deles esteja certo. São tantos os “ses” e “porquês” que os números apresentados servem para pouco balizamento. Com um pouco de esforço podemos avaliar a posição de Bolsonaro e de Ciro Gomes, prováveis candidatos. Quanto aos outros, o que nos sobra é um amontoado de interrogações.
Lula poderá ser candidato se for condenado?
Alckmin, também delatado, terá capital político para gastar?
Doria, recém-empossado prefeito de São Paulo vai encarar o risco?
Marina Silva, afinal, quando vai sair da toca?
Joaquim Barbosa, que anda flertando aqui e acolá, inclusive com Marina, vai sair candidato?
O que acontece se o governo Temer cair?
Estas são apenas algumas perguntas, de tantas.
Pelo menos teremos um ano bem agitado.
Veja mais: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/06/1895987-lula-lidera-e-2-lugar-tem-empate-de-bolsonaro-e-marina-diz-datafolha.shtml

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