Chega das mentiras que os homens contam.

29/agosto/2017 - 11:00 am

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Marcelo tem 48, é ativista político, republicano, democrata e progressista, estudou sociologia e ciência política, na Escola de Sociologia e Política de São Paulo e trabalha com estudos de opinião pública e comunicação política. twitter @oceanoazul

Morador dos Jardins, o prefeito de São Paulo, contou uma história muito bem contada aos moradores da periferia na televisão, entre elas inventou que era mais “trabalhador” que o próprio trabalhador, que acorda cedo todos os dias e vai trabalhar. E muita gente acreditou. É da política dizer que trabalhando 14 horas por dia o sujeito fica rico. Mas é mentir, porque a realidade é desigual. Assumiu a cadeira de prefeito, trasvestiu-se de personagem de ópera bufa e fantasiou que ia deixar a “cidade linda”. Outra mentira. Embelezou o entorno rico do centro da cidade e sumiu de cena na aventura de ser presidente. Agora, todos conhecem a “verdadeira face” – do homem sem rosto – que é Juão, o autoritário que mandou a polícia para cima dos dependentes químicos; o machista que demitiu a vereadora pelo Facebook; o conservador que cortou investimento social em tempos de crise; o sujeito agressivo que chama adversário pra briga quando deveria dialogar. O “prodígio” das elites. E quem vai trabalhar pelas pessoas comuns?

Eu hoje quero falar da minha esperança num Brasil melhor, próspero, justo e mais igualitário.

Quero falar da menina frágil como tantas outras meninas frágeis deste Brasil, das que lutam para sobreviver e para mudar a sua condição social. Quero falar das mulheres da floresta, das indígenas, das favelas, das mães, das filhas, das avós e das viúvas. Quero falar das que assumem as duplas jornadas, das domésticas, educadoras, militares, bancárias, secretárias, enfermeiras, universitárias, motoristas e das empreendedoras. De todas as mulheres que os homens ignoram. Quero falar das negras. Quero falar dessa gente que carrega o Brasil nas costas e que o Brasil ignora nas casas legislativas e nos palácios de governo. Quero falar das pessoas simples e das suas lutas cotidianas e do amor que nutrem pela família, pelos filhos e por si mesmas. Quero falar dessas pessoas que acordam cedo e fazem a vida acontecer, das gentes que os homens de Brasília insistem em enganar com suas leis.

Por que uma mulher na presidência? #PraMudaroBrasil

Por isso, quero falar da menina frágil do seringal do Acre, da morena da floresta, da alfabetização tardia, da senadora da República, da Ministra do Meio Ambiente e da Mulher igual a tantas outras mulheres, que mudou sua própria realidade e pode, com o apoio dessas tantas outras mulheres, mudar os destinos do Brasil. Eu quero falar dessa Mulher! Falar da mudança, da alternância no poder, do outro olhar sobre a coisa pública, dos grandes objetivos da nação, que os homens insistindo nas suas mesquinharias ajudaram a desmontar. Quero falar de uma nova forma de fazer a política funcionar a favor de todos, mais doce e menos árida. Por isso, quero a mulher forte no Planalto comandando essa nação e mostrando ao mundo que o Brasil e o brasileiro não fogem à luta. Que uma mulher é capaz de conduzir o país no caminho da prosperidade econômica e social. Que cada família no território nacional tenha seu lar, cada criança a sua escola, que o jovem tenha a sua oportunidade e o adulto o seu emprego. Que todo cidadão tenha esperança no futuro, o que comer no dia e ser atendido conforme sua necessidade. E que o governo tenha a sensibilidade de uma mulher para compreender a grandeza de um povo e de uma Nação.

Eu quero o olhar da menina frágil para política e o pulso forte dessa mulher no Planalto.

#MarinaPresidente2018

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