Estilo Dória

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20/dezembro/2017 - 10:08 pm

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Gisele Agnelli tem 39 anos, é socióloga e pós-graduada em Marketing. Trabalhou 13 anos na área de Inteligência de negócios e pesquisa de mercado, mas sempre foi apaixonada por política. Em 2017, resolveu transformar o sonhado plano B em Plano A.

João começou até que bem, parecia cheio de vontade, preocupado com a transparência das ações e decidido a melhorar a eficiência e diminuir a morosidade dos processos burocráticos. Em seu currículo destacava-se sua “experiência como gestor”, o “não político tradicional” e a conveniente proximidade com o padrinho tucano, governador Geraldo Alckmin.

Bem, nada melhor do que o tempo e os fatos para nos mostrar que sua experiência empresarial e boa vontade de nada lhe serviram ao ocupar o cargo de Prefeito da maior cidade do Hemisfério Sul.

Já dizia o ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. João acelerado, decretou o fim da cracolândia (só as espelhou por São Paulo), tropicou na Zeladoria (um dos pontos mais negativos de sua administração), apressou-se em viajar pelo Brasil numa clara intenção de alçar vôos mais altos (deu com os burros n’água), tentou emplacar a Farinata (contrariando todos os especialistas em políticas públicas alimentares), para citar algumas proezas.

Caro João, ser gestor público é muito mais complexo do que as discussões que costumamos ter em épocas eleitorais. Muito mais difícil que dirigir uma empresa. Quase impossível para novatos e aqueles que não sabem ouvir e dialogar com os diferentes atores da sociedade civil e a própria sociedade.

Não por acaso a cidade de São Paulo é conhecida como cemitério de políticos.

Dória começou bem, com uma aprovação popular de 43% (ótimo/bom), foi despencando ao longo do ano e a cada nova trapalhada. Terminará antes do término, provavelmente em abril de 2018, como manda a lei para os pretendentes a Governar o Estado, com uma reprovação de 39%. Ao fim, cimentará seu estilo “um trapalhão bem-intencionado”.

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