Limites para os poderes do rei Juão

7/agosto/2017 - 5:06 pm

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Marcelo tem 48, é ativista político, republicano, democrata e progressista, estudou sociologia e ciência política, na Escola de Sociologia e Política de São Paulo e trabalha com estudos de opinião pública e comunicação política. twitter @oceanoazul

A democracia representativa não representa mais os desejos do cidadão comum.

O artigo de hoje procura sair da crítica que temos feito ao modo de governar de Juão Doria e propõe um “roteiro” sobre o caminho das pedras para você que deseja se envolver mais com a sua cidade e não sabe muito bem como e nem por onde começar.

Hoje o que está em jogo é ideia de democracia representativa!

Uma pergunta deve ser feita ao cidadão: os vereadores representam bem a cidade? O ELO, enquanto organização da sociedade civil tentou responder a esta pergunta e chegou à seguinte conclusão: não, não representa! A partir deste ponto, decidiu que deveria exercer um direito que todo cidadão de bem insatisfeito com os rumos da política municipal deveria adotar, ou seja, oferecer a sua contribuição pessoal com ações concretas, para que a política se torne efetivamente um instrumento de real transformação no combate à desigualdade social e na defesa dos interesses da cidade. É preciso entender de uma vez por todas que a cidade é das pessoas e para as pessoas, contra os interesses dos grupos políticos e econômicos. O cidadão comum tem o direito de participar, opinar e decidir os rumos que a administração municipal deverá seguir para que as condições de vida melhorem significativamente em todas as regiões, evitando, assim, que o gestor de plantão faça o que bem quiser com o dinheiro público, esquecendo alguns e beneficiando outros.

Tomamos para nós esse direito, de fazer política, sem contar com a estrutura de um partido político e das instituições que em tese tem o dever de representar os interesses da população e da sociedade, uma vez que entendemos que exercer a política não deve ser prerrogativa apenas de quem detém o mandato eletivo. Exercemos esse direito, fazendo o controle externo das ações do executivo municipal, do mesmo jeito que os vereadores, partidos políticos, ministério público, tribunal de contas, controladoria geral do município e defensoria pública, deveriam estar fazendo. E, se os mesmos não o fazem como deveriam, é papel da sociedade civil executar tal função. O ELO, através dos instrumentos institucionais disponíveis, está movendo contra o município de São Paulo e o prefeito, tanto no Tribunal de Justiça como no Tribunal de Contas, ações populares; e questionando secretários e vereadores por meio de petições, sobre a atuação da prefeitura na Cracolândia, sobre a redução do período de uso de transporte coletivo dos estudantes, a doação de terreno municipal na Marginal dos Pinheiros e a construção do corredor verde na avenida 23 de maio no lugar dos desenhos.

Usando os instrumentos corretos, estamos ensinando Juão a governar, e aos vereadores que estamos de olho neles também. Para um sujeito que se dizia “não-político” o prefeito tem se mostrado “guloso demais”, nem deu conta de cumprir as promessas de campanha e já está querendo se aventurar a voos mais altos. O ELO vai cobrar que todas as promessas de campanha sejam cumpridas, e para isso todos os instrumentos institucionais serão usados.

A democracia participativa é a que melhor representa os interesses da sociedade.

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