Na esteira do retrocesso, governo Temer libera trabalho escravo no país

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17/outubro/2017 - 3:31 pm

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Edson Nascimento, 48, é jornalista. Nasceu em Belém do Pará, mas mudou-se para São Paulo quase trinta anos atrás. Entre 2000 e 2015 dirigiu o Projeto Pão Nosso, Ong que atendeu mais de duas mil crianças e jovens, oferecendo educação, profissionalização e renda. Em algum momento da vida colocou na cabeça que ia transformar o mundo.

Portaria assinada pelo ministro do trabalho, o pastor Ronaldo Nogueira (PTB-RS), libera o trabalho escravo no Brasil. Nas mãos dos homens, brancos, velhos e ricos o país parece caminhar para trás

Em portaria publicada pelo Ministério do Trabalho nesta segunda feira, 16 de outubro, o governo Temer reduziu drasticamente o conceito do que seria trabalho escravo. O Brasil, que já teve sua legislação contra a sujeição do trabalhador elogiada pela ONU e outros órgãos internacionais, vê, agora, sua posição vanguardista no combate à escravidão cair por terra.

Pela portaria, trabalho escravo é somente aquele que cerceia a liberdade do trabalhador. Condições humilhantes e degradantes, ausência de salário ou jornadas exaustivas são perfeitamente aceitáveis. E a bancada ruralista, que pleiteava tais alterações, ainda ganhou um bônus: a inclusão do nome do infrator na lista do trabalho escravo precisa da determinação direta do próprio ministro, atualmente, o pastor Ronaldo Nogueira.

A turma dos homens, brancos, velhos e ricos do Congresso agradece.

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