O vampiro crava os dentes na jugular da Amazônia

28/agosto/2017 - 3:38 pm

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Edson Nascimento, 48, é jornalista. Nasceu em Belém do Pará, mas mudou-se para São Paulo quase trinta anos atrás. Entre 2000 e 2015 dirigiu o Projeto Pão Nosso, Ong que atendeu mais de duas mil crianças e jovens, oferecendo educação, profissionalização e renda. Em algum momento da vida colocou na cabeça que ia transformar o mundo.

Quase a totalidade dos brasileiros só ficou sabendo da extinção da Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados) pela imprensa. Bem antes disso, no entanto, o governo Temer saiu pelo mundo oferecendo nossas riquezas a empresários estrangeiros. Nada contra empresários, nada contra estrangeiros; contra o “modus operandi” da quadrilha que tomou o Brasil.

Pelo menos mineradoras canadenses já tinham essa informação e, assim, puderam iniciar com antecedência a preparação para vencer as licitações para pesquisa e exploração da área. Só esta notícia – confirmada! – seria suficiente para suspender o decreto presidencial, se fôssemos um país sério, claro.

A Renca, além do grande potencial mineral (ouro, cobre, nióbio, entre outros), abriga duas terras indígenas (a TI Paru e a TI Waiãpy), duas Unidades de Conservação (o PARNA, Montanhas do Tumucumaqui, e a ESEC do Jari) e quatro assentamentos do Incra. O território, do tamanho da Dinamarca, sofre com a exploração de minérios em garimpos ilegais e com a invasão de terras por grileiros, já beneficiados em outras ocasiões pelo governo Temer.

Grupos e movimentos pelo país estão se organizando para tentar barrar a medida que, já sabemos, vai favorecer os mesmos de sempre.

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