Para onde vai o dinheiro do MBL

29/setembro/2017 - 8:22 pm

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Edson Nascimento, 48, é jornalista. Nasceu em Belém do Pará, mas mudou-se para São Paulo quase trinta anos atrás. Entre 2000 e 2015 dirigiu o Projeto Pão Nosso, Ong que atendeu mais de duas mil crianças e jovens, oferecendo educação, profissionalização e renda. Em algum momento da vida colocou na cabeça que ia transformar o mundo.

Renan Santos, um dos nomes fortes e administrador do dinheiro do MBL: 125 processos na justiça por calote

Nascido em 2014 com o intuito de combater a corrupção e derrubar Dilma Rousseff da presidência, o MBL vai ao longo do caminho deixando um rastro de surpresas e suspeitas. A cada dia surgem novas notícias e denúncias.

A última diz respeito à suposta OSCIP que administra todo o montante arrecadado pelo movimento, seja através de filiações ou de vendas de produtos pelo site da instituição. A OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que, na prática, é uma empresa privada, pois não consta no cadastro do Ministério da Justiça, chama-se MRL (Movimento Revolução Liberal) e está nas mãos de quatro pessoas: Renan Santos, um dos líderes do MBL, Alexandre e Stéphanie, irmãos dele, e Marcelo Carratú Vercelino, empresário.

Kim Kataguiri, líder e fundador do MBL, ladeado por Eduardo Bolsonaro e Marco Feliciano: diga-me com quem andas, e te direi quem és…

Até hoje o MBL ou o MRL não apresentaram nenhuma prestação de contas, sequer aos filiados. A falta de transparência já produziu questionamentos da imprensa, inimigos políticos e até aliados, como a juventude do PSDB, que tem pré-candidatos às eleições de 2018 apoiados pelo movimento.

Em tempo: os irmãos Santos respondem a 125 processos na justiça, quase todos pelo popular calote.

Em vez de se preocupar tanto com o rabo dos outros, talvez o MBL devesse olhar mais para o próprio rabo…

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