Pra que serve um vereador? Se eles não te representam…

21/agosto/2017 - 8:00 pm

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Marcelo tem 48, é ativista político, republicano, democrata e progressista, estudou sociologia e ciência política, na Escola de Sociologia e Política de São Paulo e trabalha com estudos de opinião pública e comunicação política. twitter @oceanoazul

O ELO MOVIMENTO (grupo de ativismos político e jurídico) foi à Justiça contra o prefeito de São Paulo, no episódio dos grafites e das doações, e foi ao Tribunal de Contas do Município, cobrar a imediata publicação de todos os dados referentes às doações das empresas a prefeitura; resolveram realizar um “experimento” NOVO com um grupo de vereadores da cidade à cerca do que decretou o Prefeito Juão Doria, o “fim da Cracolândia”. A NOVA AÇÃO do ELO trata de um questionamento fundamental que todo cidadão brasileiro deveria se fazer para entender melhor o atual momento da política brasileira, a crise de representatividade que vivemos nas casas legislativas e a malfadada reforma política que os deputados tentam passar. Quem os vereadores representam? Enviamos CINCO OFICIOS endereçados a vereadores tanto da situação quanto da oposição, dez dias atrás, para conhecer a opinião individual de cada um deles a cerca do episódio envolvendo o “fim” da Cracolândia três meses depois da desastrosa atuação do prefeito Doria no trato com os dependentes químicos.

Os OFICIOS foram recebidos, mas não foram respondidos. Nas redes sociais, da tribuna, nos noticiários e nas páginas dos jornais todos são sempre firmes em suas posições políticas contra e a favor, mas recusaram uma resposta ao cidadão. Talvez os vereadores estejam mais habituados a atender outros tipos de solicitações no balcão. Os vereadores Mario Covas Neto (PSDB) e Alessandro Guedes (PT), oposição e situação, não tiveram interesse em manifestar suas opiniões. Entendíamos que as vereadoras Soninha Francine (PPS) e Patricia Bezerra (PSDB) que integraram o governo municipal, e que de certa forma, estavam ligadas diretamente ao tema, talvez tivessem outra postura. Assim, como a vereadora Sâmia Bonfim (PSOL), um expoente da renovação política da capital, que também não respondeu nossa solicitação. Chegamos à conclusão que os vereadores não se sentem representantes da população. Parece que de modo geral representam a si mesmos, aos grupos de interesses, aos desejos do prefeito e fazem o “jogo de cena” da política tradicional. O cidadão precisa ter em mente que em São Paulo as coisas não são muito diferentes de Brasília.

Os vereadores custam caro ao município pelo tipo de atuação que apresentam, a estrutura da Câmara Municipal é muito cara para o contribuinte arcar pelo retorno que ela oferece na fiscalização da execução do orçamento e inventando leis sem sentido para a maioria das pessoas. Hoje os vereadores fazem pouco pelo tanto que custam e a sociedade tem o dever de atuar e cobrar para que façam mais e a realidade mude. O experimento realizado na Câmara Municipal serviu para demonstrar que de modo geral, que os vereadores, estão mais ocupados dentro das bolhas que são seus gabinetes do que efetivamente preocupados em entender e intervir na realidade social e econômica da cidade. Hoje a realidade é uma só, a Câmara Municipal, vive de costas para os paulistanos, assim como a Câmara dos Deputados, de costas para o Brasil. Não adianta mudar tudo em Brasília e deixar aqui tudo igual. O ELO MOVIMENTO acredita que o poder público deve estar a serviço da cidade e do cidadão, vamos buscar o diálogo com as autoridades e utilizar quando necessários os instrumentos constitucionais, como no caso das Ações Populares contra a prefeitura, para fazer valer o direito da sociedade de exercer o controle externo das atividades parlamentares e do executivo municipal.

 

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